
Porque essa raiva do que éramos antes? Porque sempre esse medo? Porque a raiva do passado? Parece que estamos sempre a julgar a nossa suposta evolução do futuro como superior. As pessoas, os amores, o modo de vida, o antigo modo de pensar. Fomos todos eles. Agora não somos melhores. Temos sempre de voltar nossos olhos pra esse processo.
É um processo interminável, e aliás essa vida, é só uma passagem, só um pequeno salto em que tentaremos praticar nosso bem, nosso potencial de caridade, executar mais os sorrisos acolhedores que os gritos arrogantes.
A gente tem de ser capaz de sorrir. Pra quem for. sorriso acolhe.
E o ser humano acolhido, acolhe os outros também.
Esse processo, não sei o que sou nele, o que serei, sei o que fui, e estou atenta a essa construção do agora.
Às vezes a gente se cansa, de tudo isso, deixa de sorrir, nada parece fazer sentido realmente,
Esse construir constante, e reconstruir, e desconstruir algumas coisas, para sobrarem as boas. Parece cansativo, parece não valer á pena, Mas o que vale á pena afinal?
Nesse caminhar, parece que se espiritualizar , olhando no outro o melhor do mundo, parece fazer sentido no processo de aprendizagem. Mas nem sempre conseguimos. A espiritualidade ( o que nada tem a ver com religiões), precisa de um amadurecimento pessoal que estamos sempre a construir.
A pergunta que temos de nos fazer é: quem estou sendo nesse processo todo?
Pode ser que quando se faça essa pergunta, já se esteja cansado demais, de uma vida de julgamentos e pré-noções. Pode ser que os joelhos ja estejam a se partir, e a boca já não se abra para o debate, e a mente já não se atente á relevância. Daí a importância da autocrítica.
Estou a conhecer esta, recentemente. Ela me tem feito sorrir. Autocrítica nos faz sorrir, porque somos nós, atentos em nós mesmos, em sensibilidade e alma. E eu vou escrevendo clichês, até que a autocrítica me dê algo melhor.
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