quarta-feira, 22 de julho de 2015

Deixe estar

Acordou,
Os olhos ofuscados pela luz natural,
Nenhum pensamento,
Ainda,
Até que o consciente enxerga,
A realidade e o lugar.
Aqueles cinco minutos,
Sentada na cama sem saber o que fazer.
Elevados a um nível mais alto.
Mais longe do que pudesse imaginar.
Merr..
Mer...da!
Você grita, a voz quase não sai.
VIDA,
E agora?
VIDA
respira...
Conta os segundos,
Mas não surgirá um pássaro azul,
Ou de qualquer outra cor,
Que lhe retire dali.
Você se veste de palavras,
Que não saem,
E toma pra si outras preocupações.
Elas DESABAM!
ouvi o barulho.
Você está bem?
Nada é sua culpa.
Deixe estar...
Ou numa forma beatleniana.
Let it be.
Isso foi ridículo, eu sei,
Mas deixe estar.
Os olhos se apertam na esperança do sono.
Nada, tente,
Nada,
O trabalho, vaza,
As ideias escorrem.
Não as deixe escapar.
A vida?
Um caleidoscópio constante em você.
Vejo as multiplas faces
Mas as cores...
Sumiram.
Se pinte, com tinta nova,
Essa velha tinta,
esparramada nos potes da casa,
Não combinam com você.
Vai...
Que eu sei que é tudo assim mesmo.
Vai, porque ja tem muito.
E não lhe falta perna,
A prosseguir
Não vou finalizar com ponto,
Pois do ponto em que está
É necessário sair
-Flávia Nascimento

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