segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Ato de Contrição II






Quando utilizamos a internet procurando por textos, canções e coisas que emanam boas energias, estamos nos conhecendo, e concentrando todas essas boas energias em nós mesmos.
Tenho lido muito sobre budismo hinduísmo e outras artes de fé.
Hoje encontrei essa oração,  onde realizamos o reconhecimento de nossos fracassos como seres do bem, pedimos perdão e nos preparamos com uma energia de arrependimento e crescimento.


Perdão , Senhor,
Embora bem-intencionado e cheio de boa vontade, nem sempre acertei em meu relacionamento humano…
Eu queria ser flor… e fui espinho.
Queria ser um sorriso… e fui mágoia.
Queria ser luz… e fui trevas.
Queria ser estrela… e fui eclipse.
Queria ser contentamento… e fui tristeza.
Queria ser amigo… e fui adversário.
Queria ser força… e fui fraqueza.
Queria ser o amanhã… e fui o ontem.
Queria ser paz… e fui guerra.
Queria ser vida… e fui morte.
Queria ser sol… e fui escuridão.
Queria ser a calma… e fui o tumulto.
Queria ser carinho… e fui rude.
Queria ser sobrenatural… e fui terreno.
Queria ser lenitivo… e fui flagelo.
Queria ser AMOR… e fui decepção.
Recebe, Senhor,
em tuas mãos de misericórdia e perdão infinito, o gosto amargo e contrito desta oração.

sábado, 12 de setembro de 2015

Da infância




É previsível que um dia a gente diga que está sozinho.
Que as flores não mais abrem, que as bocas não sorriem.
É previsível que os olhos não mais presenciem beleza nos jardins, e no rodopio de uma criança.
É previsível que a imaginação não mais se faça, em algum momento,
Por algum espaço de tempo.
As músicas não mais digam amores.
É previsível que amar seja uma lenda distante.
É tão previsível, que aqui estou, sentindo tudo isso.
Por um curto espaço de tempo que passa,
Até que se relembre com um amigo a infância,
E lembremos que os dias quentes eram marcados por sorrisos ainda mais largos,
As brincadeiras em rua, amarelinha, Pedrinha, pêra, maçã salada mista,
E assim uma pista, um retrato, do passado que ficou.
É possível que lembremos de nós, seres pequeninos, com brinquedos em mãos,
Prontos á uma marcha rumo ao imaginário e felicidade.
Eu me lembro dos chicletes, das histórias que colocavam medo,
Da euforia do pique-esconde.
O refrigerante era o mais doce,
O moço da venda era o mais mágico, imponente, dele emanava luz,
Servia o sorvete e os doces, e o trabalho dos pais, era lembrar de escovar os dentes.
A vida corria, leve, colorida, bonita, pensando me permito sorrisos,
A noite da nostalgia com direito á Mundo da Lua, jogos antigos poder saber, que tudo isso, fui , e sou eu. Para sempre, essas lembranças farão parte, da eterna criança em mim.