quarta-feira, 29 de julho de 2015





A voz não sai,
Embarga!
Força, força,
Desaba,
É muito fácil para aqueles que se identificam,
Minha fala já se venceu por si mesma,
Não justifica!
Nada justifica nesse mundo, se você não interage.
Só o que não interage, é que sabe,
Da angústia que sente, porque não é por falta de querer,
Sinto que estou doente, por não me identificar mais com nada,
O nada me traduz.
Eu não quero rimas, mas me forço a ver luz,
Não vejo, eu caio,
Toda vez que tento.
Não quero lamentar,
Mas não aguento,
A vida tem se tornado somente lamento.
Um constante aviso de "acesso negado" bem estampado na cara,
A cara de um povo que é só tormento.
Minha terapia é feita de solidão,
No teatro, no circo, no  cinema, na canção.
È pura corrosão
Terapia, significa tratamento de doentes,
Mas parece mais significar um evento para esquecimento momentâneo da dor profunda que se sente.
Todas as palavras parecem sem sentido,
Todas!
Não tenho vontade de falar, pois o que digo, parece incomodar,
E incomoda á mim mesma.
Fim.

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