sábado, 12 de setembro de 2015

Da infância




É previsível que um dia a gente diga que está sozinho.
Que as flores não mais abrem, que as bocas não sorriem.
É previsível que os olhos não mais presenciem beleza nos jardins, e no rodopio de uma criança.
É previsível que a imaginação não mais se faça, em algum momento,
Por algum espaço de tempo.
As músicas não mais digam amores.
É previsível que amar seja uma lenda distante.
É tão previsível, que aqui estou, sentindo tudo isso.
Por um curto espaço de tempo que passa,
Até que se relembre com um amigo a infância,
E lembremos que os dias quentes eram marcados por sorrisos ainda mais largos,
As brincadeiras em rua, amarelinha, Pedrinha, pêra, maçã salada mista,
E assim uma pista, um retrato, do passado que ficou.
É possível que lembremos de nós, seres pequeninos, com brinquedos em mãos,
Prontos á uma marcha rumo ao imaginário e felicidade.
Eu me lembro dos chicletes, das histórias que colocavam medo,
Da euforia do pique-esconde.
O refrigerante era o mais doce,
O moço da venda era o mais mágico, imponente, dele emanava luz,
Servia o sorvete e os doces, e o trabalho dos pais, era lembrar de escovar os dentes.
A vida corria, leve, colorida, bonita, pensando me permito sorrisos,
A noite da nostalgia com direito á Mundo da Lua, jogos antigos poder saber, que tudo isso, fui , e sou eu. Para sempre, essas lembranças farão parte, da eterna criança em mim.



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